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Muitos jovens tem um sonho em comum ao redor do mundo: Ter uma banda, fazer sucesso, viver da música. Alguns simplesmente pelo glamour da coisa, pela imagem que se cria em cima dos grandes astros, outros por realmente terem uma ligação profunda com a música em si. Porém, o fato é que poucos sequer chegam perto deste ideal, por inúmeros fatores que vão desde sorte e talento ao mercado fonográfico como um todo.

Mas em Balneário Camboriú, um jovem de 19 anos vive e constrói a cada dia sua história em cima deste sonho. Vitor Kley, natural de Novo Hamburgo (RS), já trabalha na divulgação de seu segundo álbum, Luz a Brilhar, e se mostra uma máquina de produzir, mas sem deixar de aproveitar os melhores anos de sua vida.

Desde cedo, Vitor teve suas raízes musicais bem afloradas. Seu pai ouvia “muita música boa”, como ele mesmo frisa, enquanto sua mãe tocava piano e violão e lhe passou os primeiros ensinamentos, logo observando que o filho tinha facilidade.

Curiosamente, a mudança do lazer para o projeto profissional se deu a partir de um encontro que poucos imaginam. “Conheci o Bruno [da dupla Bruno & Marrone] e ele disse que minhas músicas eram boas, que o trabalho era bom e podia ir pra frente”, conta.

Depois disso, um amigo decidiu investir no talento do músico, e nascia ali o primeiro CD, Eclipse Solar, já em 2007. Vitor lembra que por onde passava, o retorno do público era muito bom, o que o fazia pensar que realmente estava no caminho certo. “Quando se esgotou a divulgação do CD, passei em tocar em barzinhos por intermédio do João Coiote [que hoje toca com o Armandinho]. Ele ia tocar em alguns lugares e me convidava, aí o pessoal foi conhecendo mais e as coisas foram acontecendo”.

Grandes parceiros

Hoje em dia, um dos maiores parceiros de Vitor é o próprio Armandinho, de quem conta que tem todos os CDs e sabe todas as músicas – até mesmo as que ainda não foram lançadas, uma das honras desta amizade.

Certa vez, um amigo em comum o levou à casa de Armando para apresentar seu som, um contato que a princípio seria apenas “mais um”. Mas em outra oportunidade, Vitor tomou coragem em uma situação inusitada e conquistou a atenção de um de seus ídolos.

“Um dia eu estava surfando e vi ele na água. Remei até ele e disse que tinha uma música pra mostrar pra ele. ‘Como é o nome dessa música?’”. “Dois Amores”, disse. Armandinho pensou naquele nome e convidou Vitor para ir a sua casa, para ouvir e gravar aquele som.

Resultado: Na hora da gravação, Armando se identificou, chamou a família para ouvir. Vitor diz que além da relação profissional, naquele momento já houve esta identificação entre os dois. “De certa forma ele se viu em mim, mais jovem. Ele sempre disse que eu era uma pessoa do bem, amigo de todo mundo, isso é muito legal”. E quem vê os dois no palco percebe que esta relação já é muito mais pessoal do que profissional.

“Perdi a conta de quantas vezes encontrei ele no mar, numa sexta-feira de manhã, e ele me convidou pra ir a um show tocar com ele no mesmo dia, lá no Rio Grande do Sul. Aí era a correria, comprar passagem e arrumar tudo para ir junto…”.

E a rede vai muito mais longe. A cada novo projeto, Vitor conhece mais pessoas que agregam outros valores e novas ideias para o futuro. Ele cita inclusive a música sertaneja como um bom exemplo de colaboração entre os artistas, os festivais, a ajuda que existe, e isso é algo que procura trazer de parcerias antigas e aplicar com novas mentes que cruzarem com a sua.

Parte destes parceiros estão no projeto “Friends session”, que tem sido publicado no Youtube. São as músicas do CD Luz a Brilhar, gravadas junto com amigos – alguns já conhecidos, outros novos talentos. Já estão no ar colaborações com Gabi Luthai, Pablo Dominguez, Victor Pradella, Tay Galega, Marlon Heimann…

Na mesma semana desta entrevista foi gravada uma com a banda Nego Joe, além de algumas outras que estão por vir e prometem ser bem interessantes. A ideia é mostrar o som original junto com o que mais os amigos puderem e quiserem agregar: uma frase, um solo de guitarra, outra música inteira junto…

Influências

Quando se fala com Vitor sobre influências, se percebe uma amplitude musical bem grande. O primeiro nome que se ouve é o de Cazuza. “Acho que hoje falta algo na música… Tem muita gente boa tecnicamente, mas que não sabe falar o que a música quer dizer. A música é um poema cantado. E quando escuto o Cazuza eu sinto o que ele queria dizer!”.

Na lista, bem eclética, ainda entram nomes como o de Renato Russo, Supertramp, Pete Murray, Charlie Brown Jr., AC/DC… “No meu próximo disco, tenho certeza que muita gente vai ouvir e dizer ‘poxa, o cara amadureceu’. As músicas que estou escrevendo já estão puxando um pouco mais desse lado”, antecipa.

Curiosamente, quando comentamos aleatoriamente algo sobre o fenômeno Justin Bieber durante o papo, vieram alguns comentários até surpreendentes. “Cara, eu vi o filme dele… Muita gente fala mal, mas ele toca pra caramba, não sei quantos instrumentos… Toca tudo, tem talento pra caramba. Acho que o lance ‘eletrônico’ dele foi mais questão de empresário”.

E só o gosto musical renderia mais uma matéria… Ainda falamos de Iron Maiden, Nickelback, Beatles, TNT e outras bandas gaúchas, e por aí vai…

De volta à terra natal

Apesar de morar em Balneário Camboriú há cerca de sete anos, Vitor tem hoje seu maior público no Rio Grande do Sul, com muitas apresentações agendadas por lá.

“É incrível. Eu já me considero um pouco daqui, todo mundo conhece o som, tenho meus amigos, só que lá é diferente, é mesmo. Acho que como tu és “de fora”, chega como uma coisa nova… Do litoral, do surf, além deles não me verem na rua, entende, não faço parte do dia-a-dia… Isso faz diferença.”

Além disso, ele destaca a diferença da cultura e do mercado fonográfico. “Lá tem vários lugares pra fazer show… Aqui a gente vê muitas casas de sertanejo, de música eletrônica… É mais balada mesmo, enquanto lá eles se importam mais em ver o cara tocando, a banda, o show… O público dá muito valor para o artista e isso é muito legal”.

Gratidão

Vitor fez questão ainda de agradecer a todos aqueles que já contribuíram em seu caminho. Em primeiro lugar, à família, de quem se nota que o apoio é incondicional. Além dos pais e avós, quem está bem na “linha de frente” é Bruno, o irmão mais velho, que esteve conosco nesta entrevista e é seu empresário, assessor, gerente, segurança, fotógrafo, motorista e tudo o que mais for preciso.

“Cara, quero agradecer muito ao Joãozinho Coiote, porque ele me ajudou muito no início e hoje ainda me ajuda. Ao Marlon, a toda a galera da Friends Session, Tay, Gabi, Pablo, James, Nego, Vitinho… O Felipe da Heavens, fornecedora de guitarras, o Daniel Cajal e à Milkie, seu Frederico, Lali… O Gabriel do estúdio Silver Tape onde ensaiamos, tenho muita honra e gosto em falar bem deste estúdio…”.

“E ao Armando especialmente, que tem um coração de ouro… Se for botar o nome de todo mundo é até injusto. É claro, a minha equipe, minha banda… Vini, Léo, Refri, Heitor…”.

Pela forma como fomos recebidos para este papo, sabemos que esta lista ainda deve ir longe, porque com certeza Vitor tem muitos amigos e ainda encontrará muitos outros pela frente. Foi um prazer!

A dica para quem quiser saber mais sobre este jovem músico é estar sempre de olho em suas redes sociais, onde são divulgados os conteúdos e onde ele mesmo costuma interagir com os fãs o máximo possível. Confira no fim da matéria todos os canais onde ele está.

Fotos: Guilherme Flores

“O dever da música não é tu explodir – é claro, todo mundo quer isso. Mas por exemplo ver uma menina que estava triste escrever no Twitter que estava mal, ouviu minha música e sorriu não tem preço. O dever da música é fazer as pessoas felizes”

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Músico multi-instrumentista, diretor, videomaker, esportista. Atividades que muitos de nós gostaríamos de praticar – e uma de cada vez já estaria ótimo – mas que algumas pessoas estranhamente conseguem acumular. O paulista Carlinhos Zodi é um exemplo.

Na música, tem três álbuns lançados de forma independente, sendo um instrumental e dois cantados, e nos três gravou voz e todos os instrumentos. Atualmente, divulga o mais recente, Kingston Bossa, gravado parte em São Paulo e parte em Kingston, Jamaica, no estúdio Tuff Gong, da lenda Bob Marley, e com participações de Leroy Sibbles (vocalista da banda Heptones), e Toots Hibbert, do Toots & The Maytals. Tá bom, ou quer mais?

Na televisão, é uma das mentes e lentes por trás da série de skate “Pela Rua”, do Canal Off, ao lado de Flavio Samelo e Anderson Tuca, e supervisor do programa FMX, da ESPN Brasil. Porém, já atua como diretor desde 2000, tendo feito inclusive muito material para a MTV.

Zodi separou um espaço nesse monte de atividades para nos contar um pouco sobre sua rotina, música e televisão.

ZINABRE: Zodi, primeiro vai uma curiosidade particular. Divulgação do Kingston Bossa, Pela Rua, FMX, viagens pra cá e pra lá… Sobra tempo nessa vida pra fazer mais coisas que a gente não vê? Por exemplo, esses dias tinha uma foto sua surfando no Instagram…

Carlinhos ZODI: Ah sim, sempre sobra, ainda pego ondas, cuido das plantas aqui de casa, família, tudo. Tem que ter tempo pro lazer e pra família.

ZNB: Por falar em Instagram, muito do teu trabalho é divulgado por ti mesmo, via redes sociais. Qual a importância destes meios para o crescimento do teu material seja musical ou visual?

CZ: Cara, sinceramente não sei, eu vou publicando, me divirto fazendo isso, mas nunca tenho a noção real de onde a informação chega através desses meios, daí de vez em quando me surpreendo de ser reconhecido em um lugar totalmente improvável. É difícil mensurar, às vezes parece pouco e às vezes parece muito, mas de qualquer forma continuo porque acho que se tem gente que se diverte ou se sente bem absorvendo as coisas que eu publico, esse é motivo mais que suficiente pra continuar publicando.

ZNB: Falando agora de Kingston Bossa: Chama muito a atenção o fato de o disco ter parte da produção feita no Tuff Gong, e ainda com as participações do Leroy Sibbles e do Toots Hibbert. Como tudo isto aconteceu? O projeto, os contatos, a expectativa de eles aceitarem os convites…

CZ: A Tuff Gong era um sonho que foi ganhando forma ao longo das gravações do disco. O Gustah, que produziu o disco comigo, e eu, decidimos mesmo que íamos quando vimos que o disco tava ganhando um caldo mais grosso, daí começa todo o processo de ir em busca do sonho e fazer ele virar realidade. O Leroy era uma vontade que não tínhamos contato nenhum e caiu do céu, sincronicidade total. Com o Toots o Gustah tinha o contato, mas nenhum brasileiro até hoje tinha conseguido gravar com ele, fizemos o link, fomos na casa dele, ele escutou o som e topou, foi um momento mágico também.

ZNB: As tuas canções aparentam ser muito pessoais, as letras passam esta ideia de reflexão, cotidiano, aquela simplicidade que mantém a beleza. Como é o teu processo de composição?

CZ: Cada caso é um caso, mas geralmente elas começam com uma harmonia que eu toco e acho legal, daí vou desenvolvendo a melodia cantarolando e emendando na continuação da melodia, a letra vai nascendo conforme a melodia e a harmonia estão mais definidas também, mas é praticamente tudo junto. Não consigo pensar em letras sem melodia ou melodia sem harmonia. A Deixa Molhar eu comecei voltando de bicicleta do parque, a melodia veio pra minha cabeça, fiquei repetindo ela até chegar em casa pra não esquecer, daí desenvolvi o resto. Geralmente são momentos de inspiração, nunca fiz música sob pressão, elas nascem espontaneamente.

ZNB: Quais as principais influências das tuas músicas? Vi, por exemplo, um encontro bem interessante com o Ben Harper na casa do Bob Burnquist, na California, que transpareceu ser um aprendizado e uma sintonia bem interessantes…

CZ: A música do Ben Harper mudou a minha vida quando escutei pela primeira vez, o cara é uma referência máxima pra mim, encontrar com ele e rolar a jam musical foi mais um desses presentes generosos da vida. Minhas influências musicais são muitas, muito reggae, mas o reggae antigo, rocksteady… Amo música brasileira, música africana, cubana, enfim, amo música, mas geralmente me aproximo mais das acústicas, orgânicas, tocadas, não conecto com coisas eletrônicas e quantizadas. Se bem que no fundo no fundo a maior influência mesmo é a vida, ela que te dá recursos pra criar no campo que for, da música, do vídeo, de tudo.

ZNB: Agora vamos falar um pouco de TV. Hoje o “Pela Rua” é teu principal trabalho que está no ar, mas eu lembro que o primeiro trabalho que vi e relacionei ao teu nome foi o Aparelhagem MTV, que também tinha como tema viagem, a cultura das ruas, mas dentro de uma proposta diferente. Quais semelhanças tu observas entre estes dois projetos e, ainda mais, entre o teu trabalho como um todo na época do Aparelhagem e hoje?

CZ: Legal, antes do Aparelhagem eu fiz outras coisas, trabalhei na ESPN, dirigi outras coisas na MTV, mas o Aparelhagem foi meu retorno pra frente da câmera, mesmo que dirigindo, e foi num momento intenso da música também, o disco Mundo Mais Bonito tinha acabado de ficar pronto. Ele foi um projeto grande, muita gente envolvida. O Pela Rua em minha opinião é um primo do Aparelhagem, tem o Samelo e eu, tem a metalinguagem, tem o skate, mas não tem a música, o soundsystem, a arte. Vejo os dois como sendo projetos metalinguísticos e multi-plataformas no formato reality, que é o tipo de programa que eu mais gosto de fazer.

ZNB: Apenas para não perder o gancho, como foi a época da MTV? A emissora de certa forma marcou e influenciou algumas gerações…

CZ: Ah, foi muito legal, eu peguei a MTV numa época boa, e fui chamado logo de cara pra desenvolver e dirigir o Família MTV, projeto que revolucionou a TV brasileira, em minha opinião depois do Família que começaram a pipocar os realitys “câmera na mão”, que eram blasfêmia antes disso, takes longos, entrava no ar exatamente o que não entraria em outro tipo de programa. Eu comecei fazendo o Família do D2, que já tava querendo me chamar pra fazer um outro projeto, foi coincidência total e depois virou um grande amigo. Depois disso rolaram mais alguns Famílias, depois outros programas, reformulação e direção do Mochilão pra Mochilão Rock Estrada… Me diverti bastante naquela emissora.

ZNB: Voltando ao “Pela Rua”: como surgiu esta ideia de mostrar o skate de uma forma tão “pura”? E a parceria com o Anderson Tuca e o Flavio Samelo?

CZ: Olha, o programa antes seria um programa comportamental pro Multishow, daí eles mudaram a ideia pra ser um programa de skate. Pensei: depois de tantos anos, só vou fazer um programa de skate se ele tiver um formato diferente e mostrar o skate como ele é de verdade na minha opinião, mostrar as sessões, tudo que rola em volta de uma sessão. Daí veio a ideia das outras plataformas, o videomaker e o fotógrafo, que claro, teriam que ser o Tuca e o Samelo, meus grandes amigos, irmãos e parceiros de longa data. Engraçado, agora pensando eu me liguei, o processo de criar um programa é bem parecido com o de fazer uma música, os elementos vão surgindo e se amarrando.

ZNB: O programa já está na quarta temporada, e vocês viajaram tanto pelo Brasil quanto pela Europa, mais recentemente. Já temos outros locais em vista? Quais os rumos do “Pela Rua”?

CZ: Segredo… Hahahahahahahaha…

ZNB: Sabemos que uma trilha sonora mal escolhida pode estragar um excelente vídeo, assim como a música certa pode até dar outra cara a um vídeo que nem esteja tão caprichado (os ruins, nem milagre salva). Trabalhando nas duas pontas desta “cadeia”, tu consegues separar uma coisa da outra, ou já produz um programa, por exemplo, pensando em que trilha vai utilizar?

CZ: A trilha aparece na hora de editar, não de gravar. Quando você senta na ilha que começa a decidir o que vão usar pra sonorizar, é um processo espontâneo e que depende muito do estado de espírito que você está na hora, pelo menos comigo é assim.

ZNB: Para encerrar, quero voltar à música. Recentemente te vi postando uma espécie de “desabafo” com relação a tua produção musical, referente a gravadoras, o fato de lançar as músicas de forma totalmente independente… Quais as vantagens e desvantagens de ser um artista independente? Por exemplo, apesar das dificuldades, pareces se dar uma liberdade muito grande para experimentar…

CZ: Resumindo, independente você tem muito mais liberdade pra criar e fazer o que quiser com sua música, mas fica muito mais difícil de sobreviver dela. Ainda não tenho muitas respostas sobre a música porque não entrei num processo de fazer ela acontecer de verdade, ainda tô engatinhando nesse sentido apesar de ter feito três discos já. Ainda não precisei viver de música por causa do vídeo, mas acho que vou ter essas respostas com o tempo, entender melhor sobre o lado mercadológico da música.

ZINABRE: Por fim, deixamos aqui um espaço para qualquer recado, pensamento, lembrete, indicação… Com a palavra, Carlinhos Zodi:

Carlinhos ZODI: Façam o bem, façam a sua parte pelo mundo, só a gente pode transformar nosso mundo e nossas vidas, que seja pra melhor.

Carlinhos Zodi no:
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Site oficial (todas as músicas estão disponíveis lá)

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Rolou na noite desta terça-feira um hangout com a banda “A Banca”, formada pelos eternos integrantes do Charlie Brown Jr. O papo foi transmitido ao vivo com direito a algumas músicas por mais de uma hora e meia no canal oficial do grupo no Youtube.

Peguei o finalzinho ao vivo e estou começando a rever o que perdi. Sugiro para quem curtiu (e ainda curte) CBJr, já que a banda fez parte da trilha sonora de muita gente…

Fica a dica: veja direto no Youtube ou aproveite o player aqui mesmo!

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This interview was originally published in Portuguese. Read it here.

For us, that have access to what is necessary to the survival of any human being, it is hard to imagine how are the lives of those who live without clean drinking water, for example. Yeah, but the fact is that in the world a child dies every 15 seconds due to the lack of this natural asset, which should be available to every person in the world. And it is an illusion to think that this does not occur in Brazil.

But someone has been fighting a war against the lack of drinking water. Jon Rose, who dedicated 13 years of his life to professional surfing, started in 2009 the activities of the organization called Waves For Water, which aims to bring clean water to every person in the world who needs it. He has traveled around the world and only in his last trip to Brazil helped nearly 85,000 people get access to safe drinking water with the project “Sede de Vencer” (wich means “Thirsty For Winning”, in Portuguese), in partnership with the brazilian soccer phenom Neymar Jr. and his Institute, that visited communities lacking in places where the Brazilian Team played in the recently finished Confederations Cup.

In this exclusive interview Jon tells how he created Waves For Water, talks about his travels, the partnership with Neymar Jr., his vision of the problem of drinking water and the ways to fulfill his main objective.

Zinabre: Jon, first, you’ve been a professional surfer and traveled around the world, had contact with different people and cultures. How this lifestyle led you to create the Waves For Water? How did you come out with this project?

Jon Rose: I spent 13 years as a professional surfer. I did the competitive tour for about half of those years and the rest was spent exploring for waves in remote locations. W4W was founded on the notion of going and doing things you love, and helping along the way. It was going to be nothing more than a pet project that would get me back to some of the more destitute and remote places I’d gone as a traveling pro surfer. It was a way to finally go back there and give back but honestly, to surf there again… I have no problems admitting the selfish nature in which this whole idea came about.

But then I was on a trip to Indonesia which was really just any other surf trip with friends, but when that ended I had planned on going to another nearby island I knew about to distribute 10 portable water filters and officially launch W4W. But I was caught in an earthquake in the Sumatran city of Padang before I ever got to that island and became a first responder – distributing the 10 filters to relief centers there instead. It was a life altering experience that taught me many things, first and foremost how practical these solutions (water filters) were and how big the need was for them. But the biggest lesson was really learning how much one person can do. It changed my life forever and from that day forward I have been focused on W4W.

ZNB: By the way, would you say that you created W4W, or it kind of “emerged”, “happened” naturally in your life?

JON: See above… Yes it was obviously a divine intervention of sorts that happened organically.

ZNB: After that tragedy in Padang, you got involved with help in disasters in Haiti, Chile, Japan… Tsunamis, earthquakes and even the Hurricane Sandy, in New York and New Jersey. Which situation or place has touched you the most? Why?

JON: Every project we do is meaningful because when it’s all said and done, people have access to clean water that didn’t before. So for me it is truly measured by the action and then the only thing that changes from project to project is scale.

ZNB: You’ve been through too needy places, more than 20 countries, and indeed one of the most degrading conditions a man can have is the lack of drinking water. In general, what is the reason that causes this problem? Environmental, social, financial? (Maybe all together?)

JON: The main reason is mostly economic/social. It’s unfortunate, but with the evolution of our species we have inundated our natural resources and turned them from what once was free and readily available to something of a commodity. Once this happened there was a separation of classes and people stopped getting their basic human needs met.

ZNB: You recently joined the soccer star Neymar Jr. and his Institute in the project “Sede de Vencer”, to bring clean water to poor communities in Brazil. How did this partnership came out?

JON: There has always been a big correlation between sport and W4W and there probably always will be. Due to my personal background, I will always see things through some sort of a sport-based lens – it’s how I relate and begin to problem solve. Because a game, a trick, or any athletic feat is just a series of problems/challenges that need to be solved or over come.

That said, the partnership in Brazil, with soccer phenom – Neymar Jr. and his institute – Instituto Projeto Neymar Jr., has already resulted in 85,000 people getting access to clean water. We named the project “Sede de Vencer”, which means “Thirsty for Winning” in portuguese. The whole project really is based around sport and water.

The main philosophy behind W4W has always been – go do what you love and help along the way, well that’s exactly what this is! Neymar Jr. is going out there and doing what he loves, soccer, and at the same time, through our program, he’s helping all the communities he passes through. It really is a great example of our model at work. Ultimately, we designed this model with hopes that it could be plugged into all walks of life – not just surfers, or adventurous travelers, but also soccer players, musicians, clothing manufacturers, chefs, and film makers to name a few – really anyone who is traversing the world for whatever reason.

I also want to say special thanks to Baruel, Hurley H2O, and Loducca for getting behind this project for whom without, this never would have happened.

ZNB: After visiting countries where we know that there are serious problems with drinking water, how do you see Brazil in a global context in this subject?

JON: Though it has been on a fast track of economic development Brazil is still far away from having a solid infrastructure… There are pockets of the country where that has started but what truly defines a country as “developed” is nationwide infrastructure. So any country that doesn’t have that wide level of infrastructure and a more importantly, a huge percentage of people living on or below the poverty line need our program. Bottom line – Brazil has a lot more promise than some of the other countries we work, but the needs at this moment are still the same.

ZNB: Especially in Brazil, drinking water and the end of the drought has been subjects for numerous unfulfilled promises of politicians. In other countries this also happens? What do you think about this?

JON: Yes it’s the same story in virtually every country we work. Water, because it is so vital to our survival, is power so it will always be used as a political weapon. But there are ways to work around it, and it always starts with education…

ZNB: You probably saw the protests that the Brazilian people have been doing against their governments. You see some kind of relation between this kind of popular mobilization and projects like W4W, concerned to improve the quality of life?

JON: Absolutely… I feel that clean water (for example) is not a luxury, but rather a human right. I feel that just by being born we are entitled to food, water, and shelter. I’m not saying it should be given to us by some higher power. This belief comes from the idea that the earth provides these things so therefore they are not a luxury. We can catch rain or find water in the ground, we can grow veggies & fruit or kill animals for food, and we can build a roof over our head. I understand I’m speaking idealistically, but the fundamental principle is what I’m referring to. Society has changed and it’s not as easy to do the things I just laid out, but it’s still my guiding light as I try and address the global clean water crisis.

ZNB: Your goal is “to bring clean water to every person who needs it.” How much do you think you are close to achieving this goal?

JON: Yes, our goal is to get clean water to every single person who needs it and Waves For Water works on the front-lines to provide clean water to communities in need around the world. It’s hard to say when we’ll be able to achieve this, but our organizational structure and work is built upon trying to get as many people as possible involved in this mission. The idea isn’t to get one person to drop off 100 clean water filters and call it a day. Let’s instead try to get 100,000 travelers to each pack 10 small filters, or team up with groups to implement projects with larger filters for an entire village. Then, the world will start to take notice and we’ll be that much closer to realizing the ultimate vision. But the biggest thing I like to highlight and remember is to always think about addressing this challenge in a decentralized way – a viral way… As a group, a movement, we can solve this problem… And in our lifetime no less.

ZNB: How do you feel knowing that you already saved and changed the lives of so many people, including children, throughout the world? Someday you thought you would be able to make a difference in the world?

JON: Obviously it feels great to know I’m making a difference. But I am less concerned about saving everyone and more focused on just doing my part. Everyone has their own destiny to realize and it will play out how ever it’s supposed to. But I believe in order for us to realize each of our destinies we all need to start from the same level playing field. That’s all I do – I help level the playing field.

ZNB: You always talk about “doing what you love and help along the way”, and you created W4W because of the surf. This sport is still part of your routine?

JON: Waves For Water was born out of realizing I could go to all the places I know from surfing and help – surfing, and sports in general, is part of the founding DNA for Waves For Water, surfing will always be a part of my life.

ZNB: Last one: Do you have plans of coming back do Brazil with W4W? Maybe during the World Cup next year, with another project like “Sede de Vencer”?

JON: Yes I’ll be back! We have many projects we are working on in Brazil and I would suspect I’ll be there for years to come. And yes “Sede de Vencer” is gearing up for phase two probably kicking off within the next 6 months.

And really wouldn’t take long for Jon Rose to return to Brazil. Shortly after this interview, Waves For Water has partnered with Mitsubishi to join “Rally dos Sertões”. The team, of course, will bring water filters to distribute to the poor communities through the path of the rally, which goes through the brazilian states of Goiás and Tocantins.

Zinabre thanks Jon Rose for the attention and wish Waves For Water success in this great goal in which it is engaged. The world needs more people who dedicate their works to those in need, with no false promises or illusions in pursuit of profits.

Know Waves For Water:
Official website
Videos
Instagram: @wavesforwater / @jon_rose

W4W // What We Do – 2013 from Waves For Water on Vimeo.

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Para nós, que temos acesso ao que é necessário à sobrevivência de qualquer ser humano, é difícil imaginar como é a vida daquelas pessoas que vivem sem água potável, por exemplo. Pois é, mas o fato é que uma criança morre no mundo a cada 15 segundos pela falta deste bem natural, que deveria estar à disposição de cada pessoa no mundo. E é uma ilusão pensar que isto não ocorre no Brasil.

Mas alguém vem travando uma luta contra a falta de água potável. Jon Rose, que dedicou 13 anos de sua vida ao surf profissional, iniciou em 2009 as atividades da organização Waves For Water, que tem como objetivo levar água potável a cada pessoa no mundo que precisa. Ele vem viajando por todo o mundo e apenas em sua última passagem pelo Brasil ajudou cerca de 85 mil pessoas a conseguirem o acesso à água potável com o projeto “Sede de Vencer”, em parceria com o Instituto Projeto Neymar Jr., que visitou comunidades carentes nos locais em que a Seleção Brasileira disputou a Copa das Confederações.

Nesta entrevista exclusiva Jon conta como criou o Waves For Water, fala de suas viagens, da parceria com o jogador Neymar Jr., de sua visão sobre o problema que é a falta de água potável e os caminhos para cumprir seu maior objetivo.

Click here to read this interview in english.

Zinabre: Jon, em primeiro lugar, você foi um surfista profissional e viajou por todo o mundo, teve contato com pessoas e culturas diferentes. Como esse estilo de vida te levou a criar o Waves For Water? Como este projeto surgiu?

Jon: Eu passei 13 anos como surfista profissional. Competi no World Tour por cerca de metade desses anos, e o restante foi dedicado a explorar ondas em locais remotos. O Waves For Water foi fundado na intenção de ir e fazer o que você ama, e ajudar ao longo caminho. Ele seria nada mais do que um projeto que me levaria de volta a alguns dos lugares mais carentes e remotos que eu tinha ido como um surfista profissional. Era uma maneira de finalmente voltar lá e retribuir com algo, mas, honestamente, surfar lá novamente… Eu não tenho problemas de admitir a natureza egoísta em que toda essa ideia surgiu.

Mas, então, eu estava em uma viagem para a Indonésia, que era realmente apenas qualquer outra viagem de surf com os amigos, mas no fim eu tinha planejado ir para outra ilha próxima que eu conhecia, distribuir 10 filtros portáteis de água e lançar oficialmente o W4W. Porém eu fui pego em um terremoto na cidade de Padang, Sumatra, antes que eu chegasse a esta ilha e me tornei um socorrista – distribuindo os 10 filtros para os centros de socorro de lá.

Foi uma experiência do tipo que altera a vida e que me ensinou muitas coisas, em primeiro lugar o quão práticas essas soluções (filtros de água) eram e como é grande a necessidade destas soluções. Mas a maior lição foi realmente aprender o quanto uma pessoa pode fazer. Isto mudou minha vida para sempre, e daquele dia em diante eu me foquei no W4W.

ZNB: A propósito, você diria que você criou o W4W, ou ele meio que “surgiu” naturalmente na sua vida?

JON: Veja esta história… Obviamente foi alguma intervenção divina ou algo do gênero que aconteceu…

ZNB: Depois daquela tragédia em Padang, você se envolveu com o auxílio em desastres no Haiti, Chile, Japão… Tsunamis, terremotos e inclusive o Furacão Sandy, que atingiu Nova Iorque e Nova Jersey. Qual destas situações ou lugar te tocou mais? Por que?

JON: Cada projeto que fazemos é significativo, porque quando está tudo dito e feito, as pessoas tem acesso à água potável, o que não tinham antes. Então, para mim é verdadeiramente medido pela ação a única coisa que muda de projeto para projeto é a escala em que é feito.

ZNB: Você esteve em lugares muito necessitados, sendo já mais de 20 países, e é um fato que uma das condições mais degradantes pelas quais um ser humano pode passar é a falta de água potável. Em geral, qual é a causa deste problema? Ambiental, social, financeira? (Quem sabe todas juntas?)

JON: A principal razão é essencialmente econômica/social. É lamentável, mas com a evolução de nossa espécie temos esgotado nossos recursos naturais e transformado o que um dia foi livre e prontamente disponível em um tipo de mercadoria. Uma vez que isso aconteceu, houve uma separação de classes e algumas pessoas deixaram de ter atendidas suas necessidades humanas básicas.

ZNB: Você recentemente se juntou à maior estrela do futebol brasileiro, Neymar Jr., e seu Instituto para realizar o projeto “Sede de Vencer”, levando água potável a comunidades carentes do Brasil. Como surgiu esta parceria?

JON: Sempre houve uma grande relação entre o esporte e o Waves For Water, e provavelmente sempre haverá. Devido à minha experiência pessoal, eu vou sempre ver as coisas através de algum tipo de “lente” baseada no esporte – é como eu me relaciono e começo a resolver problemas. Porque um jogo ou qualquer atração esportiva é apenas uma série de problemas ou desafios que precisam ser resolvidos ou superados.

Dito isto, a parceria no Brasil com o fenômeno do futebol Neymar Jr. e seu Instituto já resultou em 85 mil pessoas recebendo acesso à água potável. Chamamos o projeto de “Sede de Vencer” e ele é inteiro baseado em torno da água e do esporte.

A filosofia principal por trás do W4W sempre foi “vá, faça o que você ama e ajude ao longo do caminho”, e é exatamente isso que foi feito! Neymar está lá fazendo o que ama, jogando futebol, e ao mesmo tempo, através de nosso programa, está ajudando todas as comunidades por onde passa. É realmente um grande exemplo do nosso modelo de trabalho. Definitivamente, nós desenvolvemos este modelo com a esperança de que ele poderia ser conectado a todas as classes e estilos de vida – não apenas com surfistas ou viajantes aventureiros, mas também com jogadores de futebol, músicos, fabricantes de roupas, chefs de cozinha e cineastas, apenas para citar alguns. Realmente qualquer um que esteja viajando por aí, por qualquer razão.

Quero aproveitar e fazer um agradecimento especial a Baruel, Hurley H2O e Loducca por terem dado suporte e tornado este projeto possível, pois sem eles tudo isto não teria acontecido.

ZNB: Depois de visitar países onde sabemos que há sérios problemas com água potável, como você vê o Brasil em um contexto global, neste tema?

JON: Embora passe por um rápido desenvolvimento econômico, o Brasil ainda está longe de ter uma infraestrutura sólida… Há pontos no país em que este desenvolvimento já começou, mas o que realmente define um país como “desenvolvido” é a infraestrutura dele como um todo. Assim, qualquer país que não tenha este nível geral de infraestrutura e, mais importante, um grande percentual de pessoas vivendo na linha da pobreza ou abaixo dela precisa do nosso programa. Enfim: o Brasil é mais promissor do que outros países em que trabalhamos, mas as necessidades neste momento ainda são as mesmas.

ZNB: Especialmente no Brasil, a necessidade de água potável e o fim das secas já foram temas de inúmeras promessas não cumpridas por políticos. Em outros países acontece a mesma coisa? O que você pensa sobre isso?

JON: Sim, é a mesma história em praticamente todos os países em que trabalhamos. A água, por ser tão vital a nossa sobrevivência, representa poder e então vai ser sempre utilizada como uma arma política. Mas existem sempre maneiras de contornar isto, e sempre começa pela educação.

ZNB: Você provavelmente viu os protestos que o povo brasileiro vem fazendo contra seus governantes. Você consegue ver alguma relação entre este tipo de mobilização popular e projetos como o Waves For Water, preocupados em melhorar a qualidade de vida da população?

JON: Absolutamente… Eu sinto que a água potável (por exemplo) não é um luxo, mas sim um direito humano. Eu sinto que simplesmente por nascer temos o direito a alimentos, água e abrigo. Não estou dizendo que isso deveria nos ser dado por algum “poder superior”. Essa crença vem da ideia de que a terra FORNECE estas coisas, portanto, elas não são um luxo.

Nós podemos usar água da chuva ou encontrar no solo, nós podemos cultivar vegetais e frutas ou caçar para comer, e nós podemos construir um teto sobre nossas cabeças. Entendo que estou falando idealisticamente, mas o princípio fundamental é ao que estou me referindo. A sociedade mudou e não é tão fácil fazer as coisas que acabei de citar, mas ainda tenho esta luz de guia enquanto eu tento enfrentar a crise global da água potável.

ZNB: Seu objetivo é “levar água potável a toda pessoa que precise”. O quanto você acha que está perto de alcançar este objetivo?

JON: Sim, o nosso objetivo é conseguir água potável para cada pessoa que precisa e o Waves For Water trabalha nas linhas de frente para fornecer a água potável às comunidades carentes por todo o mundo. É difícil dizer quando seremos capazes de conseguir isso, mas nossa estrutura organizacional e nosso trabalho é construído tentando envolver o máximo de pessoas possível nesta missão. A ideia não é fazer uma pessoa distribuir 100 filtros e ponto, fim do dia. Vamos tentar, ao invés disso, ter 100 mil viajantes carregando cada um dez pequenos filtros, ou se juntar a grupos para implementar projetos com filtros maiores, para uma vila inteira. Então, o mundo vai começar a tomar conhecimento e estaremos muito mais perto deste objetivo.

Mas o maior ponto que gosto de destacar e lembrar é de sempre pensar neste desafio de forma descentralizada – uma forma viral… Como um grupo, um movimento, nós podemos resolver este problema… Sozinhos, não.

ZNB: Como você se sente sabendo que já salvou e mudou a vida de tantas pessoas, inclusive crianças, em todo o mundo? Algum dia você pensou que poderia fazer a diferença no mundo?

JON: Obviamente é muito bom saber que estou fazendo a diferença. Mas eu estou menos preocupado em salvar todo mundo e mais focado em apenas fazer a minha parte. Todos tem seu próprio destino para descobrir e as coisas serão como devem ser. Mas eu acredito que para que realizemos nossos destinos, nós precisamos começar o “jogo” do mesmo nível. É tudo o que eu faço: eu ajudo a nivelar o “jogo”.

ZNB: Você sempre fala de “fazer o que ama e ajudar ao longo do caminho”, e criou o W4W por causa do surf. Este esporte ainda faz parte da sua rotina?

JON: O Waves For Water nasceu quando percebi que poderia ir a todos os lugares que conheci surfando e ajudar. O surf e esportes em geral são parte do DNA do W4W, e o surf será sempre uma parte de minha vida.

Zinabre: Para encerrarmos: Você tem planos de voltar ao Brasil com o Waves For Water? Talvez durante a Copa do Mundo no ano que vem, com outro projeto como o “Sede de Vencer”?

Jon: Sim, eu vou voltar! Temos muitos projetos em que estamos trabalhando no Brasil e eu suspeito que estarei aí por muitos anos ainda. E sim, o “Sede de Vencer” está se preparando para a sua segunda fase, que provavelmente será iniciada nos próximos seis meses.

E realmente não demoraria para Jon Rose voltar ao Brasil. Pouco tempo depois desta entrevista, o Waves For Water firmou uma parceria com a Mitsubishi para participar do Rally dos Sertões. A equipe, é claro, trará os filtros de água para distribuir pelas comunidades carentes pelas quais passarem no trajeto do rally, que compreende parte dos estados de Goiás e Tocantins.

O Zinabre agradece a Jon Rose por sua atenção e deseja sucesso neste grande objetivo no qual se engajou. O mundo precisa de mais pessoas que dediquem suas obras a quem precisa, sem falsas promessas ou ilusões em busca de lucros.

Conheça mais sobre o Waves For Water:
Site oficial
Vídeos
Instagram: @wavesforwater e @jon_rose

W4W // What We Do – 2013 from Waves For Water on Vimeo.

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Jovem, catarinense, rimador. Há alguns anos buscando seu espaço a partir das baladas de Balneário Camboriú, hoje Rec Jay já é apontado como um destaque do rap no meio nacional. Tanto que é um dos artistas da gravadora paulista Humbatuque Discos, de ninguém mais ninguém menos que DJ Hum, pioneiro do gênero no Brasil.

Recentemente lançou seu mixtape , “Atitude é viver”, e o primeiro clipe, patrocinado pela construtora Embraed, reflete o sucesso alcançado: Até o fechamento desta matéria, mais de 325 mil visualizações no Youtube. O artista não poderia estar mais satisfeito. [assista ao clipe no fim desta matéria]

Rec começou a se interessar pela cultura hip hop simplesmente ouvindo um rap com os amigos na escola. “A princípio era uma forma de diversão, sempre gostei de fazer freestyle (improvisar rimas em cima de uma batida)”, conta. “Conforme o tempo foi passando, comecei a me aprofundar, conhecer melhor os elementos do hip hop”, referindo-se, além da música rap, ao grafite e breakdance.

Em Balneário Camboriú, começou a cantar na festa Hip Hop Mixtape, que acontecia na casa noturna Case – onde hoje fica a Shed. “A festa era o máximo, sempre lotava!”, lembra. A partir daí, Rec passou a mostrar seu trabalho em mais casas da região, como o Didge e os antigos Djunn e Kiwi Bar, e logo estava se apresentando em outras cidades como Blumenau, Brusque e Curitiba.

Neste período, teve a felicidade de cruzar o caminho do DJ Hum, e de uma conversa surgiu a possibilidade de gravar um disco com a sua produção. “É fantástico trabalhar com um grande ícone do hip hop como o DJ Hum, ele é uma referência pra mim e pra toda uma geração de artistas. Acredito que o sonho de todo jovem rapper é gravar com um cara como ele”. [E nós também acreditamos, pois o cara é realmente uma fera que ditou os rumos do gênero no Brasil e já foi além, trabalhando com artistas como Jota Quest, Seu Jorge, Simoninha e Wilson Sideral]

Além de seu produtor e mentor, Rec Jay tem como influências não só grandes nomes do hip hop, como Thaíde, B. Negão e Tio Fresh, mas também passeia por gêneros como o samba rock, R&B e Soul Music. Ele cita inclusive outro artista que vem escutando bastante e que passeia por diferentes estilos: Kaion, que também está surgindo como destaque na cena de São Paulo. Fica a dica!

A mistura entre diferentes ritmos está presente também nas próprias músicas do mixtape “Atitude é Viver”. Rec passeia por outros gêneros para embalar suas rimas e destaca inclusive a música de trabalho, ‘Aumenta o Volume’: “sampleamos o clássico ‘I Don’t Know What It Is But It Sure Is Funky’, de um vinil de 1973 da banda Ripple”.

Para quem quiser conferir o trabalho deste jovem rimador, a mixtape “Atitude é Viver” está disponível para download no site oficial do rapper. Ele sabe inclusive que a internet é uma ferramenta indispensável na divulgação do trabalho de qualquer artista, ao mesmo tempo em que trabalham para levar o som às rádios também.

Foi neste ritmo de trabalho que a música ‘Na Batida’, com participação de Dado Soul, tocou durante bom tempo na rádio Transamérica (SC) e teve clipe com mais de 60 mil visualizações no Youtube. E, agora, ‘Aumenta o Volume’ toca todo sábado na 105 FM, de São Paulo. Mesmo assim, Rec faz um apelo: “É muito importante que o público saiba reconhecer quais músicos estão realizando um trabalho relevante e ter consciência de que se você realmente gosta de música, é importante comprar o CD, ingressos pros shows, fortalecer quem trabalha em prol da boa música“.

Agora, Rec Jay se prepara para continuar crescendo. Com o clipe ‘Aumenta o Volume’ bombando na internet e já sendo reproduzido em canais de TV a cabo, como o “Play TV”, a mixtape ‘Atitude é Viver’ logo será lançada como um CD e estará disponível para venda em todo o Brasil. Enquanto isso, o artista de Balneário Camboriú divide sua rotina de shows principalmente entre Santa Catarina e São Paulo – onde inclusive cantou na última Virada Cultural para um público de mais de 20 mil pessoas ao lado do DJ Hum (foto).

rec-viradacultural

“Uma coisa muito bacana é ver a galera compartilhando nossos trabalhos nas redes sociais, fico muito feliz com isso. No que depender de nós, podem aguardar boas novidades para o hip hop de Santa Catarina!” – nós contamos com isso!

Contato para shows: 11 23064083