Muitos jovens tem um sonho em comum ao redor do mundo: Ter uma banda, fazer sucesso, viver da música. Alguns simplesmente pelo glamour da coisa, pela imagem que se cria em cima dos grandes astros, outros por realmente terem uma ligação profunda com a música em si. Porém, o fato é que poucos sequer chegam perto deste ideal, por inúmeros fatores que vão desde sorte e talento ao mercado fonográfico como um todo.

Mas em Balneário Camboriú, um jovem de 19 anos vive e constrói a cada dia sua história em cima deste sonho. Vitor Kley, natural de Novo Hamburgo (RS), já trabalha na divulgação de seu segundo álbum, Luz a Brilhar, e se mostra uma máquina de produzir, mas sem deixar de aproveitar os melhores anos de sua vida.

Desde cedo, Vitor teve suas raízes musicais bem afloradas. Seu pai ouvia “muita música boa”, como ele mesmo frisa, enquanto sua mãe tocava piano e violão e lhe passou os primeiros ensinamentos, logo observando que o filho tinha facilidade.

Curiosamente, a mudança do lazer para o projeto profissional se deu a partir de um encontro que poucos imaginam. “Conheci o Bruno [da dupla Bruno & Marrone] e ele disse que minhas músicas eram boas, que o trabalho era bom e podia ir pra frente”, conta.

Depois disso, um amigo decidiu investir no talento do músico, e nascia ali o primeiro CD, Eclipse Solar, já em 2007. Vitor lembra que por onde passava, o retorno do público era muito bom, o que o fazia pensar que realmente estava no caminho certo. “Quando se esgotou a divulgação do CD, passei em tocar em barzinhos por intermédio do João Coiote [que hoje toca com o Armandinho]. Ele ia tocar em alguns lugares e me convidava, aí o pessoal foi conhecendo mais e as coisas foram acontecendo”.

Grandes parceiros

Hoje em dia, um dos maiores parceiros de Vitor é o próprio Armandinho, de quem conta que tem todos os CDs e sabe todas as músicas – até mesmo as que ainda não foram lançadas, uma das honras desta amizade.

Certa vez, um amigo em comum o levou à casa de Armando para apresentar seu som, um contato que a princípio seria apenas “mais um”. Mas em outra oportunidade, Vitor tomou coragem em uma situação inusitada e conquistou a atenção de um de seus ídolos.

“Um dia eu estava surfando e vi ele na água. Remei até ele e disse que tinha uma música pra mostrar pra ele. ‘Como é o nome dessa música?’”. “Dois Amores”, disse. Armandinho pensou naquele nome e convidou Vitor para ir a sua casa, para ouvir e gravar aquele som.

Resultado: Na hora da gravação, Armando se identificou, chamou a família para ouvir. Vitor diz que além da relação profissional, naquele momento já houve esta identificação entre os dois. “De certa forma ele se viu em mim, mais jovem. Ele sempre disse que eu era uma pessoa do bem, amigo de todo mundo, isso é muito legal”. E quem vê os dois no palco percebe que esta relação já é muito mais pessoal do que profissional.

“Perdi a conta de quantas vezes encontrei ele no mar, numa sexta-feira de manhã, e ele me convidou pra ir a um show tocar com ele no mesmo dia, lá no Rio Grande do Sul. Aí era a correria, comprar passagem e arrumar tudo para ir junto…”.

E a rede vai muito mais longe. A cada novo projeto, Vitor conhece mais pessoas que agregam outros valores e novas ideias para o futuro. Ele cita inclusive a música sertaneja como um bom exemplo de colaboração entre os artistas, os festivais, a ajuda que existe, e isso é algo que procura trazer de parcerias antigas e aplicar com novas mentes que cruzarem com a sua.

Parte destes parceiros estão no projeto “Friends session”, que tem sido publicado no Youtube. São as músicas do CD Luz a Brilhar, gravadas junto com amigos – alguns já conhecidos, outros novos talentos. Já estão no ar colaborações com Gabi Luthai, Pablo Dominguez, Victor Pradella, Tay Galega, Marlon Heimann…

Na mesma semana desta entrevista foi gravada uma com a banda Nego Joe, além de algumas outras que estão por vir e prometem ser bem interessantes. A ideia é mostrar o som original junto com o que mais os amigos puderem e quiserem agregar: uma frase, um solo de guitarra, outra música inteira junto…

Influências

Quando se fala com Vitor sobre influências, se percebe uma amplitude musical bem grande. O primeiro nome que se ouve é o de Cazuza. “Acho que hoje falta algo na música… Tem muita gente boa tecnicamente, mas que não sabe falar o que a música quer dizer. A música é um poema cantado. E quando escuto o Cazuza eu sinto o que ele queria dizer!”.

Na lista, bem eclética, ainda entram nomes como o de Renato Russo, Supertramp, Pete Murray, Charlie Brown Jr., AC/DC… “No meu próximo disco, tenho certeza que muita gente vai ouvir e dizer ‘poxa, o cara amadureceu’. As músicas que estou escrevendo já estão puxando um pouco mais desse lado”, antecipa.

Curiosamente, quando comentamos aleatoriamente algo sobre o fenômeno Justin Bieber durante o papo, vieram alguns comentários até surpreendentes. “Cara, eu vi o filme dele… Muita gente fala mal, mas ele toca pra caramba, não sei quantos instrumentos… Toca tudo, tem talento pra caramba. Acho que o lance ‘eletrônico’ dele foi mais questão de empresário”.

E só o gosto musical renderia mais uma matéria… Ainda falamos de Iron Maiden, Nickelback, Beatles, TNT e outras bandas gaúchas, e por aí vai…

De volta à terra natal

Apesar de morar em Balneário Camboriú há cerca de sete anos, Vitor tem hoje seu maior público no Rio Grande do Sul, com muitas apresentações agendadas por lá.

“É incrível. Eu já me considero um pouco daqui, todo mundo conhece o som, tenho meus amigos, só que lá é diferente, é mesmo. Acho que como tu és “de fora”, chega como uma coisa nova… Do litoral, do surf, além deles não me verem na rua, entende, não faço parte do dia-a-dia… Isso faz diferença.”

Além disso, ele destaca a diferença da cultura e do mercado fonográfico. “Lá tem vários lugares pra fazer show… Aqui a gente vê muitas casas de sertanejo, de música eletrônica… É mais balada mesmo, enquanto lá eles se importam mais em ver o cara tocando, a banda, o show… O público dá muito valor para o artista e isso é muito legal”.

Gratidão

Vitor fez questão ainda de agradecer a todos aqueles que já contribuíram em seu caminho. Em primeiro lugar, à família, de quem se nota que o apoio é incondicional. Além dos pais e avós, quem está bem na “linha de frente” é Bruno, o irmão mais velho, que esteve conosco nesta entrevista e é seu empresário, assessor, gerente, segurança, fotógrafo, motorista e tudo o que mais for preciso.

“Cara, quero agradecer muito ao Joãozinho Coiote, porque ele me ajudou muito no início e hoje ainda me ajuda. Ao Marlon, a toda a galera da Friends Session, Tay, Gabi, Pablo, James, Nego, Vitinho… O Felipe da Heavens, fornecedora de guitarras, o Daniel Cajal e à Milkie, seu Frederico, Lali… O Gabriel do estúdio Silver Tape onde ensaiamos, tenho muita honra e gosto em falar bem deste estúdio…”.

“E ao Armando especialmente, que tem um coração de ouro… Se for botar o nome de todo mundo é até injusto. É claro, a minha equipe, minha banda… Vini, Léo, Refri, Heitor…”.

Pela forma como fomos recebidos para este papo, sabemos que esta lista ainda deve ir longe, porque com certeza Vitor tem muitos amigos e ainda encontrará muitos outros pela frente. Foi um prazer!

A dica para quem quiser saber mais sobre este jovem músico é estar sempre de olho em suas redes sociais, onde são divulgados os conteúdos e onde ele mesmo costuma interagir com os fãs o máximo possível. Confira no fim da matéria todos os canais onde ele está.

Fotos: Guilherme Flores

“O dever da música não é tu explodir – é claro, todo mundo quer isso. Mas por exemplo ver uma menina que estava triste escrever no Twitter que estava mal, ouviu minha música e sorriu não tem preço. O dever da música é fazer as pessoas felizes”

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